Há quem se recuse a fragmentar o que é inteiro, numa espécie de solicitude pela harmonia das virtudes e imperfeições inatas de uma obra do destino, tratando-se de acontecimentos traçados pela grandeza dos sentimentos; a paixão, o amor, a amizade, a ternura, a alegria, o prazer, a admiração, a tristeza, a generosidade ou delicadeza, por exemplo. Tudo passa pelo reconhecimento das diferenças entre a indisponibilidade e a impossibilidade, para um pragmático pode ser uma demanda inusitada e para um romântico uma constatação banal, do que conheço as naturezas práticas metem ambas no mesmo saco mantendo tudo como está e as naturezas apaixonadas subtraem-se à esperança salvando-a dos substituíveis.