
A estrela onde eu vivia já não existe.
O sol de cujo séquito
a estrela se movia à volta do mundo
já não existe.
A vida que tive,
a vida que era o prazer e a agonia do sangue,
já não existe.
Aquela estrela morta entre estrelas,
aquele sol morto entre sóis
aquele rosto morto entre rostos
que era o meu,
já não consigo lembrar.
Mas eu existo.
Poema: Arvid Mörne
Fotografia: Marc Adamus





